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Mitos e Verdades sobre a saúde mental

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial da Saúde, quase 1 bilhão de pessoas vivem com algum transtorno mental, 3 milhões de pessoas morrem todos os anos devido ao uso nocivo do álcool e uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio. E com a pandemia do coronavírus, bilhões de pessoas tiveram sua saúde mental impactada.

Para ajudar os colaboradores nessa fase de incertezas e angústias, a GRSA|Compass criou o Programa Viva Bem. Trata-se de um serviço de apoio psicológico que oferece um primeiro suporte e realiza o encaminhamento para tratamento nos casos de necessidade. “Quando a pessoa tem um sintoma físico que causa dor é normal buscar o atendimento médico. No entanto, quando o que a pessoa sente não é traduzido em uma doença física e, sim, psicológica, algumas pessoas tendem a não buscar tratamento. E isso pode agravar o caso e até levar a problemas mais sérios no futuro”, explica a psicóloga Adélia Juvêncio, que acompanha o Programa Viva Bem.

Mesmo com informações disponíveis e acessíveis atualmente, uma das grandes barreiras ao tratamento da saúde mental é o preconceito. Isso porque as pessoas ainda associam a busca pela ajuda com a ideia de loucura. “Este é um grande mito com raízes no histórico da especialidade de psiquiatria, que nasceu dentro dos antigos manicômios, quando as medicações ainda não existiam e pouco se podia fazer pelos portadores de transtornos mentais graves”, esclarece a Dra. Roberta Petrauskas, psiquiatra credenciada da Paraná Clínicas.

Para ajudar a desmistificar alguns pontos, a Dra. Roberta e a psicóloga Ana Paula Zanardi nos ajudaram com alguns mitos e verdades sobre a saúde mental:
Fazer terapia significa que a pessoa é fraca?
Não. As principais barreiras para o tratamento são os medos de julgamento ou crítica, a vergonha e a crença da fraqueza. Muitos pacientes evitam a psicoterapia com medo do que as outras pessoas vão pensar se descobrirem. No entanto, depois que começam, acabam chegando à conclusão de que deveriam ter começado antes.
A psicoterapia dura para sempre?
Não. Cada paciente e cada processo psicoterapêutico tem a sua duração.
A psicoterapia aumenta o sentimento de culpa?
Não. A psicoterapia tem o objetivo da regulação emocional, alívio de sintomas, reestruturação de crenças e mudanças de comportamento.
Fazer terapia por obrigação ajuda?
Não. Fazer por obrigação não só não ajuda, como pode atrapalhar. O paciente precisa estar aberto ao processo psicoterapêutico.
Só psicoterapia não resolve?
Depende. Em alguns casos, de acordo com o sofrimento e o impacto que a situação está trazendo ao paciente, é importante fazer uma avaliação com o psiquiatra para um suporte medicamentoso. O trabalho multidisciplinar é sempre bem-vindo e cada caso tem a sua particularidade.
Todo tratamento psiquiátrico é baseado em remédio?
Não. O tratamento também envolve medidas não farmacológicas e psicoterapia, que são as ferramentas mais utilizadas na prática clínica.
Com que frequência preciso ir ao psiquiatra?
Depende. Cada pessoa deve passar por uma avaliação individualizada e a frequência vai depender da fase do tratamento em que o paciente se encontra. No início do tratamento ou nas fases de agudização do quadro, por exemplo, as consultas podem ser semanais. Na fase de estabilidade, as consultas podem ser mais espaçadas. O médico é quem poderá dizer qual será o melhor intervalo e ele sempre deverá ser comunicado quando acontecer alguma desestabilização do quadro.
Se eu começar a tomar remédio, vou ter que tomar para sempre?
Depende. Cada caso deve ser analisado de forma individualizada. Alguns dos principais fatores que influenciam na duração do tratamento são uma boa evolução, a duração dos sintomas antes do início do tratamento e o risco de recorrência das crises.
Todo remédio antidepressivo ou ansiolítico “derruba” o paciente?
Não. A lentificação e a sonolência, que produzem esse efeito de “derrubar” o paciente, são geralmente mais utilizadas em quem está muito agitado ou para quem tem como um de seus sintomas a insônia. Quando esses efeitos estão excessivos, é preciso comunicar o médico o quanto antes para uma adequação de dose ou troca da medicação.
Todo remédio antidepressivo ou ansiolítico “derruba” o paciente?
Não. A lentificação e a sonolência, que produzem esse efeito de “derrubar” o paciente, são geralmente mais utilizadas em quem está muito agitado ou para quem tem como um de seus sintomas a insônia. Quando esses efeitos estão excessivos, é preciso comunicar o médico o quanto antes para uma adequação de dose ou troca da medicação.


Existem diversas atividades que contribuem para a saúde mental, entre elas a meditação e o ioga. Além disso, passar tempo de qualidade com a família, fazer pausas para o lazer e se alimentar bem são fatores essenciais para a saúde mental. O mais importante é estar sempre atento aos sinais do corpo e buscar ajuda a qualquer sinal de problema.